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Alan Moore

Alan Moore

September 30th, 2015

Alan Moore nasceu em 18 de novembro de 1953, em Northampton, Inglaterra. Sua infância e adolescência foram conturbadas, devido à influência da pobreza do seu meio social e familiar. Quando jovem, foi expulso de uma escola conservadora, e tal fato fez com que outras escolas não o aceitassem. Com 18 anos, estava desempregado e sem nenhuma formação profissional. Começou, porém, a trabalhar na revista Embryo, um projeto elaborado junto com amigos. A sua vivência na área fez com que se envolvesse com o Laboratório de Artes de Northampton. Lá, conheceu Phyllis, com quem se casaria em 1974. Teve duas filhas com ela: Leah e Amber.

Alan trabalhou, em 1979, para a revista musical Sounds. Como cartunista, escreveu e desenhou uma história de detetive chamada Roscoe Moscou, utilizando o pseudônimo “Curt Vile”. Avaliando seus trabalhos, Moore concluiu que não era um bom ilustrador, o que o fez centrar seu trabalho em escrever histórias. Suas primeiras contribuições de ficção foram para a Doctor Who Weekly e para a famosarevista 2000 AD, para a qual elaborou várias séries populares, como D.R. & Quinch, A Balada de Halo Jones e SKIZZ. Em seguida, Alan trabalhou para a revista britânica Warrior. Nela, começou a escrever duas importantes séries em quadrinhos: V de Vigança, um conto sobre a luta pela dignidade e liberdade numa Inglaterra dominada pelo facismo; e Marvelman, conhecida nos Estados Unidos como Miracleman. Ambas as séries conferiram a Moore o título de melhor escritor de quadrinhos em 1982 e 1983 pela British Eagle Awards.
Para a DC Comics, escreveu histórias de conteúdo ecológico com Monstro do Pântano, ficando conhecido no mercado americano. Nessa sequência de histórias, introduziu a personagem Jonh Constatine, que posteriormente teria sua própria revista, Hellblazer.

Um dos grandes trabalhos do britânico ocorreu no ano de 1985, quando a DClhe propôs uma série com as personagens clássicas recém-adquiridas da extinta editora Charlton. Em poucas semanas, Moore apresentou ao editor Dick Giordano um esboço do enredo, intitulado, provisoriamente, Watchmen (“Vigilantes”), sugerindo uma parceria com o desenhista David Gibbons. Watchmen expõe ao leitor uma galeria bizarra e demasiadamente humana de combatentes do crime, em sua maioria detentores de distúrbios mentais e sexuais, solitários, confusos e aterrorizados quanto à impotência de suas ações frente ao iminente holocausto nuclear. Moore caracteriza suas personagens de forma tão realista e implacável que é praticamente impossível, após a conclusão da série, levar o conceito de “super-heróis” novamente a sério. A série ganhou vários prêmios Eisner e o mais cultuado prêmio de ficção científica da época, o Hugo, até então limitado exclusivamente à literatura. Ao abordar temas habitualmente alheios ao terreno das HQs (metalinguagem, geometria fractal , teoria do caos, ultrarrealismo, inúmeras referências literárias e musicais), Moore expandiu os limites da mídia a confins inimagináveis anteriormente, abrindo precedente para os méritos e aberrações ocorridos nos quadrinhos nas décadas seguintes.

Mesmo Watchmen tendo sido o grande trabalho de Moore, não podemos deixar de destacar outros clássicos, como As Aventuras da Liga Extrordinária, Top 10 e Promethea.

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