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Machado de Assis – Memórias póstumas de Brás Cubas

February 12th, 2015

A modernidade constitui um espaço fértil para a produção, circulação e recepção da arte sequencial tendo em vista a perda da capacidade simbólica dos indivíduos e a ascensão dos textos curtos?

A modernidade, a grosso modo, seria a inauguração de um novo paradigma, o qual estaria em oposição ao paradigma medieval. À modernidade seria atribuída a Revolução Industrial e o desenvolvimento do Capitalismo. A partir desses momentos históricos poderíamos imediatamente avançar para a sociedade capitalista tal qual a conhecemos: o centro e o interior ou o centro e o campo… Detemo-nos no centro: lugar dos shoppings centers, das escolas, dos supermercados, dos outdoors, das vitrines, dos bancos. Resumindo: o lugar das imagens e das aparências. Aqui já faço um primeiro parênteses: enquanto no campo seria exigido um enorme labor para se tomar leite, no supermercado a caixinha de leite – com a ilustração de uma vaquinha em preto e branco – estaria em alguma pilha, monte, no corredor. Insisto: as imagens, na modernidade, estariam tomando o lugar da “coisa” e não somente isso todas as coisas precisariam ter, na modernidade, uma imagem correspondente para existirem. Quando não existe distância entre imagem e “coisa” se perde a própria distância entre real e virtual. Aqui faço um segundo parênteses: lembremo-nos das redes sociais. O hiato da imagem e do real seria o lugar ocupado pelo simbólico, pelo imaginário. Se se tem a imagem do real para quê o símbolo? Porém, existe uma imagem capaz de captar todo o real ou ser o real? Até mesmo em uma fotografia teríamos o enquadramento, a perspectiva, ou seja, o fragmento. Parece ser uma pretensão da modernidade a captura de toda a realidade, de toda a verdade, de reduzi-la aos sentidos para entendê-la, e com isso a dimensão do simbólico – lugar do ininteligível, daquilo que escapa a lógica – seria repudiada como “não verdadeira”, “mentira”. Não fica difícil, logo, prever o que acontece: as imagens, na modernidade, se tornariam sinônimo de objetividade, clareza e certeza. Também seriam repudiados textos longos, sintaxes cumpridas porque estes não seriam tão claros ou objetivos: no Japão, por exemplo, os breves romances de celulares são atualmente os mais lidos. A graphic novel Memórias Póstumas de Brás Cubas – concebida a partir de sequência de imagens e fragmentos de frases do original – seria outro exemplo de gênero moderno consoante à objetividade e clareza desse paradigma.
Em Memórias Póstumas de Brás Cubas – obra realista cujos traços modernos transgrediriam o romantismo, sobretudo, pelo caráter de “menipéia” – percebemos um narrador-deus – correspondente à imagem na graphic novel – todavia, sem este ser onisciente. A divindade desse narrador estaria no estilo narrativo de cima que tudo observa e comenta, sem escrúpulos. A condição de “espírito” de “defunto-autor” também seria análoga ao Deus cristão “morto-vivo”. Além disso, Memórias Póstumas se constituiria uma obra tão realista, portanto moderna, quanto filosófica no que tange o questionamento acerca das imagens. Nesse interim, seria preciso lembrar as mudanças que ocorriam na capital Rio de Janeiro devido os laços da colônia com Portugal: o litoral, sobretudo o Rio, se modernizava. A reflexão do autor ainda é atual: o que é o homem sem as imagens que ele faz de si para si e para os outros e a imagem que ele faz dos outros para si? O homem sem imagem alguma seria um defunto? A imagem ao mesmo tempo combatida seria valorizada em uma relação semelhante ao que acontece com o símbolo: amado e odiado. O símbolo amado por ser uma “ponte” e odiado por ser uma “ponte” e não a “coisa” e a imagem amada por tentar ser a “coisa”, tentativa de alguma certeza, e odiada por se tratar de tentativa. Ainda é cedo para dizer o quanto somos uma cultura da imagem, mas talvez não seja cedo para dizer que somos cada vez menos uma cultura do símbolo, o que isso nos torna? Espero que não nos torne defuntos. Com essa breve elucubração, encerro com a justificativa por ter acordado tal tema: a arte sequencial encontrou terreno fértil na modernidade, talvez um produto da modernidade, e nos diga muito do que somos atualmente. Ler quadrinhos, se aproximar da arte sequencial, não pode ser visto de forma preconceituosa sob pena de estar negando a própria conjuntura da época moderna. 

Por: Paula Santos

O QUE ACONTECEU EM HOMEM DE FERRO 3?

February 2nd, 2015

Há um ano, a ansiedade tomava conta dos fãs para a conclusão da trilogia do Vingador Dourado contando com a presença do vilão de alto escalão do herói, o MANDARIM, e seus Dez Anéis Mágicos. Ben Kingsley dominou o papel ameaçador do líder da organização terrorista dos Dez Anéis (citada no primeiro filme). A divulgação dos trailers com tons sombrios e densos mostrava que algo grande estava por vir. Seria a queda de Tony Stark, como o Homem-Morcego em O Cavaleiro das Trevas Ressurge? Seria o final épico para o nosso herói? A ciência contra a magia estaria à tona? O melhor filme do estúdio estava por vir… mas infelizmente deu-se o contrário.

No primeiro longa da fase 2, Tony Stark está traumatizado pelos eventos deOs Vingadores (saiba mais sobre o grupo em http://komixbrasil.blogspot.com.br/2012/06/os-vingadores-esse-ano-mais.html), não conseguindo dormir e construindo cada vez mais armaduras para se sentir seguro. Stark cria uma tecnologia (a qual não foi explicada, um dos muitos furos do enredo) que controla as peças de seu traje através da mente, com a ajuda de propulsores em cada uma que vão moldando-se no corpo do herói, um avanço da Mark V (a maleta do segundo filme). O arcoExtremis (veja crítica em http://komixbrasil.blogspot.com.br/2013/04/critica-homem-de-ferro-extremis.html) é desenvolvido no filme, porém muito mal aproveitado. Nas HQs, a Extremis é um composto biológico aprimorado que foi roubado e injetado no terrorista Mallen, alterando a biologia do mesmo, que, assim, adquire superforça, fator de cura bem avançado, velocidade, e, em seu caso, a habilidade de projetar fogo e raios. Após uma batalha sangrenta, Tony sai gravemente ferido e decide injetar o composto em si mesmo, contudo alterado para agir de forma diferente em seu corpo. Após a injeção da Extremis, Stark pôde interagir com qualquer tecnologia. Aldrich Killian não tem muito destaque na saga, mas no filme é colocado como vilão principal e criador da organização IMA (Ideias Mecânicas Avançadas), que, nos quadrinhos, surgiu na 2ª Guerra Mundial pelas mãos do Barão von Strucker com finalidade de desenvolver armamentos para a HIDRA e que, mais tarde, desligou-se por motivos de divergências políticas.

Aos 40 minutos de duração, Stark ameaça o Mandarim em rede nacional e, em seguida, os Dez Anéis atacam a mansão em Malibu (sequência de ação muito bem desenvolvida com tom de tensão e grandes efeitos especiais), finalizando-se com Tony escapando ferido e abalado em sua armadura. Até aí, tudo bem, as mudanças estavam adequadas para o roteiro. Era o filme que nós, fãs, esperávamos. Após o ocorrido citado acima, nosso herói encontra um menino (10-12 anos) com uma mente espetacular; além de discutir sobre tecnologia e física em geral como um profissional da área, ele também ajuda a “curar” o estresse pós-traumático de Stark causado pelosaliens em Os Vingadores. GRANDE PSICÓLOGO.

As coisas pioram quando JARVIS encontra a localização do Mandarim em MIAMI, e Tony vai atrás. A grande “trollada” do universo cinematográfico Marvel. TREVOR SLATTERY É O SUPOSTO MANDARIM. MAS QUEM É TREVOR SLATTERY? É apenas um ator contratado por Killian para se passar por terrorista e cobrir os danos causados pela IMA. Nesse momento, pensei comigo mesmo: “Deve ser um sósia do Mandarim. Um terrorista não seria alvo fácil assim, uma vez que é caçado por todos. Eles não podem ter feito isso!” Mas com o passar do filme, as piadas não pararam, o clímax se perdeu e o Mandarim deixou de existir. Na verdade, na batalha final, Stark ordena a JARVIS que libere todas as armaduras do Homem de Ferro escondidas no subsolo da mansão destruída e faça-as voarem até ele e Rhodes para combater um exército de soldados Extremis. Após Pepper Potts (sequestrada por Killian, que foi um interesse amoroso no passado) aparentemente cair para a morte, Tony furioso luta com Aldrich alterado pela Extremis num rodízio de armaduras durante a batalha. Potts sobrevive à queda (graças à Extremis) e surge para matar Killian, que alega ser o VERDADEIRO MANDARIM, pois foi o responsável por todos os atentados terroristas no decorrer do longa.

Como se não pudesse ficar pior, Stark em seguida manda JARVIS acionar a autodestruição das armaduras do Homem de Ferro para dedicar mais tempo a Pepper, e Slattery é preso. Além do mais, médicos retiram a Extremis de Potts e os estilhaços no peito de Tony. COMO E POR QUÊ? Se era tão simples retirar os estilhaços próximos ao coração de Stark, por que o mesmo não o fez no primeiro filme ao sair da caverna?

Por que não injetou a Extremis para derrotar facilmente Aldrich Killian, como nas HQs, e se recuperar dos danos causados pelos estilhaços?

Por que Pepper Potts não foi salva por uma das 40 armaduras que estavam circulando em combate? Por que as armaduras escondidas no subsolo da mansão de Stark não foram chamadas para combate durante o ataque à própria?

Por que o Mandarim não foi utilizado como o vilão principal?

Ben Kingsley atuou maravilhosamente bem como o impetuoso terrorista e também como o falso vilão. Dois personagens completamente diferentes (um amedrontador e um cômico). A magia dos anéis poderia ser utilizada perfeitamente dentro do universo já estabelecido com Thor. Até a própria Extremis como fonte de poder para o vilão seria muito bem-vinda.

Os fãs ficaram decepcionados com o filme, mas ainda assim se tornou a 5ª maior bilheteria na história do cinema, com 1.2 bilhões, graças ao público que não acompanha os quadrinhos, que acharam um bom entretenimento.

Atualmente, como extra no Blu-ray de Thor: O Mundo Sombrio (veja critica em http://komixbrasil.blogspot.com.br/2013/11/thor-o-mundo-sombrio-critica.html), foi liberado um curta (Marvel One-Shot) intitulado All Hail The King, no qual é mostrado o suposto Mandarim (Trevor Slattery) na cadeia sendo interrogado por um integrante dos Dez Anéis, o qual revela que seu chefe “quer seu nome de volta”, implicando a existência de um verdadeiro Mandarim. Resposta ao desapontamento dos fãs com o estúdio. Fizeram a cagada, acharam que íamos engolir, agora se remediam. O próprio diretor deOs Vingadores, Joss Whedon, declarou, após assistir ao terceiro filme da série, que não fazia ideia de como reparar os erros do diretor Shane Black (Homem de Ferro 3) e reintroduzir o personagem em Os Vingadores: A Era de Ultron sem o reator arc no peito do nosso herói e sem as armaduras.

Assisti novamente ao filme, mas realmente não tem outra explicação ou ponto de vista diferenciado. Com todo o potencial para fechar a trilogia com chave de ouro e sair da maldição do terceiro filme (Homem-Aranha 3 e X-Men 3), o roteiro se enrolou antes da metade e foi decaindo, sem reparar os erros antecipadamente e com muito alívio cômico jogado nas telas, até se tornar o pior filme da Marvel Studios. Agora é esperar Homem de Ferro 4 com o VERDADEIRO MANDARIM com seus anéis mágicos como vilão.

Escrito por Guilherme Rincon
Revisado e corrigido por Tarsila Albuquerque
Editado por Gabriel Albuquerque

The Flash – critica

February 2nd, 2015

Nós, da Komix, conseguimos ter acesso ao episódio piloto da mais nova séria da CW, The Flash, que caiu na internet. Dos criadores Greg Berlanti e Andrew Kreisberg, a série trata da versão Barry Allen do herói da DC Flash.

O episódio começa com o próprio Barry (Grant Gustin) contando um pouco da sua história e de como sua mãe foi morta e seu pai, acusado injustamente. Passados vários anos, o episódio já o mostra adulto como um detetive forense. Barry é atingido por um raio após a explosão de um acelerador de partículas produzido pelos laboratórios STAR. Ele acorda do coma nove meses depois e descobre os seus novos poderes. Confuso sobre o que fazer, ele corre até a cidade vizinha, Starling City, onde se encontra comOliver. Esse encontro nos dá a ideia de que possa haver vários crossoversentre as duas séries. Mesmo porque a primeira aparição de Barry se deu no seriado do Arqueiro Verde, ambas da mesma produtora.

O que era mais preocupante no seriado do Homem Mais Rápido do Mundoera como fazer os efeitos de ele se deslocando em alta velocidade. O pessoal dos efeitos especiais conseguiu retratar isso muito bem, e a sombra de Barry correndo ficou igual à dos quadrinhos. A série se passa na cidade fictícia deCentral City, que se assemelha com Nova York, e já neste episódio, há o primeiro confronto contra um vilão meta-humano vítima também da explosão, que se deu a entender ser o Mago do Tempo. Apesar de a batalha ter sido rápida, ela foi intensa e muito bem feita.

Esperamos um seriado no qual, a exemplo de Arrow, os vilões sejam muito bem explorados e que, como no decorrer deste episódio, principalmente no final, haja várias surpresas com vilões de peso. A série também pode dar abertura para uma provável aparição do herói no filme da Liga da Justiça(previsto para 2018), de acordo com o seu desenrolar.

Escrito e editado por Gabriel Albuquerque
Corrigido e revisado por Tarsila Albuquerque

A Piada Mortal

January 27th, 2015

Batman: The Killing Joke (no Brasil, Batman: A Piada Mortal) é uma história em quadrinhos em edição única, escrita por Alan Moore e desenhada por Brian Bolland, publicada pela DC Comics em 1988

Ao longo da história da personagem nos quadrinhos, a origem doCoringa teve várias versões cada uma focando um lado. Mas nunca houve uma versão oficial. Portanto, o passado do palhaço do crime era um mistério. Encarregado de contar uma versão mais definitiva do passado do maior inimigo do Batman, Alan Moore fez uma pequena compilação de tudo que já fora mostrado sobre o surgimento doCoringa. Mas, mais do que isso, Alan Moore se aprofundou na essência da personagem, o porquê de ele agir da maneira como age.

Partindo da premissa de que “só é necessário um dia ruim para levar uma pessoa à loucura”, o Coringa tenta provar seu ponto de vista sequestrando o Comissário Gordon. Em uma das atitudes mais ousadas para uma HQ da época, Alan Moore faz com que o Coringaaleije Barbara Gordon, a até então Batgirl.

O Coringa leva Gordon para um passeio no túnel do terror de um circo, deixando-o pelado e tratando-o como um animal, ao mesmo tempo em que o forçava a ver imagens de Barbara sendo estuprada; assim, ele procurava comprovar que o que o havia levado à loucura poderia acontecer com qualquer um. Afinal, como ele mesmo disse ao Batman, “você passou por um grande trauma, o que mais levaria uma pessoa a se vestir como morcego humano?”.

No entanto, no final, Bruce, por ver os pais morrendo quando criança, vira o Batman; o Coringa, por ter um dia em que tudo dá errado, vira o palhaço do crime; e Gordon, diante do que o Coringa faz com ele, continua normal. Ou seja, quem está certo afinal de contas?

Na HQ, os desenhos de Brian Bolland são magníficos, têm uma composição bem ao estilo de Alan Moore, mais estática, conforme se pode ver em suas outras obras (Alan Moore é bem detalhista na hora de montar o roteiro), com uma combinação de cores fenomenal, na qual cores quentes são usadas em momentos mais tensos, e cores frias usadas em momentos mais deprimentes.

No entanto, mesmo assim, o Coringa diz que toda a história de seu passado por ele contada era apenas como ele a lembrava, podendo ser diferente. O que ainda deixa o seu passado um mistério.

Ideia central da HQ, que, inclusive, foi bem aproveitada por Christopher Nolan em seu O Cavaleiro das Trevas, no qual o Coringa sempre conta versões diferentes de sua origem, sendo difícil definir qual é a verdadeira, tornando-o, assim, um personagem mais absoluto. E da mesma forma que o Coringa tenta corromper alguém na HQ, ele faz o mesmo no filme, no entanto a vítima da vez é Harvey Dent, o Duas Caras.

Escrito por Felipe Utsch
Revisado e corrigido por Tarsila Albuquerque
Editado por Gabriel Albuquerque

“Why So Serius?” – Coringa

January 24th, 2015

Aqui no blog, já escrevi para vocês sobre famosos quadrinistas, desenhos e animes, e já trouxe várias biografias de heróis das HQ. Mas nunca houve mais informações sobre vilões. Então hoje resolvi trazer um pouco mais sobre um dos vilões mais importantes e marcantes do mundo das HQ:Coringa!

Coringa é o principal vilão do Batman (confira a ficha do heroi em – http://komixbrasil.blogspot.com.br/2013/10/ola-todos-como-vamos-resolvi-fazer-algo.html), publicado pela DC Comics (http://komixbrasil.blogspot.com.br/2013/12/dc-comics.html) e criado por Bill Finger e Bob Kane a partir de uma sugestão de Jerry Robinson. Coringa foi apresentado para os amantes de quadrinhos na revista Batman #1 (1940), como um psicótico de cabelos verdes, boca vermelha e pele branca, sempre sorridente, lembrando a aparência de um palhaço.

A sua origem se dá em várias versões, porém a mais conhecida e aceita é a contada na graphic novel A Piada Mortal (1988), de Alan Moore (saiba mais sobre o Moore – http://komixbrasil.blogspot.com.br/2012/06/alan-moore.html). Nesse enredo, o ele conta que o Coringa era um ex-engenheiro químico falido por ter sido despedido de seu emprego e com uma família para sustentar. Pouco tempo depois de ficar sem desempregado, ele descobre que sua mulher está com câncer. O homem tenta ganhar a vida como piadista sem muito sucesso. Em desespero, ele se junta a um grupo de bandidos para assaltar uma fábrica química, assumindo o codinome Capuz Vermelho. O grupo é impedido por Batman e Robin, e em meio à confusão, o criminoso Capuz Vermelho cai dentro de um tonel de produtos químicos e é dado como morto. Porém, dez anos mais tarde, ele reaparece com as características conhecidas pelos fãs.

Existe outra versão em que o supervilão era conhecido como Joseph Kerr, um menino psicologicamente afetado pela separação dos pais. Seu pai um dia lhe pergunta por que ele estava tão sério (por isso o “Why so Serious?” no filme. Veja crítica da trilogia – http://komixbrasil.blogspot.com.br/2012/08/trilogia-de-christopher-nolan.html) e logo depois corta a boca do filho, deixando-o com uma cicatriz do lado esquerdo. Das três escolas por onde passou, Joseph foi expulso de todas devido a brigas com os colegas de classe, por ser alvo de chacotas. Em um de seus acessos de raiva, ele hospitaliza um dos colegas com uma concussão. Após desistir dos estudos, ele faz um acompanhamento com psiquiatra, porém de nada adianta. Quando adolescente, já cansado de ser desconsiderado pelos próprios pais, Kerr sai de casa e põe fogo na mesma com seus progenitores dentro. Enquanto assistia a tudo, ele mesmo corta a sua boca do lado direito, completando o sorriso. Essa versão da criação doCoringa é um tanto controversa, pelo fato de a personagem nunca ter aparecido com as cicatrizes.

Ainda existe uma terceira versão de sua origem. Nessa, os mesmos problemas psiquiátricos da anterior se repetem. Ao ficar adulto, para se vingar por ter sido despedido de uma fábrica de cartas, e antes de se transformar em Coringa, o então homem problemático (assim como na primeira versão, seu alter ego é desconhecido) invade essa fábrica e, ao tentar fugir, joga-se em um duto que levava lixo tóxico proveniente do material da tintura das cartas. Essa versão é a mais questionada de todas, pois ao que parece ela foi feita pela mistura das duas anteriores. Existem alguns críticos que chegam a dizer que ela foi idealizada por fãs, apesar de não se saber exatamente a sua origem.

No Brasil, o Coringa apareceu pela primeira vez no ano de 1953, pela editora Brasil-América Ltda., do Rio de Janeiro.

O vilão já foi representado algumas vezes nas telonas. A sua primeira aparição foi no ano de 1966, sendo interpretado por Cesar Romero (Batman: the Movie). Em um dos filmes mais famosos do Homem-Morcego, de Tim Burton, o Coringa foi interpretado por Jack Nicholson. Durante muitos anos, o vilão ficou longe, reaparecendo somente em 1995 no filme Batman Forever. Agora, sem dúvida alguma, a melhor interpretação da personagem foi no mais recente filme do Batman, The Dark Knigth. O vilão foi interpretado pelo ator Heath Ledger, que veio a falecer por uma overdose de tranquilizantes antes da estreia do filme. Defende-se a linha de que ele precisou da medicação, pois havia enlouquecido com o papel.

Escrito por Gabriel Albuquerque
Revisado e corrigido por Tarsila Albuquerque

GUARDIÕES DA GALÁXIA CRÍTICA

January 20th, 2015

Não posso começar mais uma crítica com a frase: “A Marvel Studios conseguiu superar-se após o trágico Homem de Ferro 3”. Mas o estúdio realmente inova cada vez mais. Com seu décimo filme, não apresentando problemas de enredo nem no desenvolvimento das personagens, o resultado é o mais divertido e complexo em termos de conexão desse novo universo espacial com o universo dos Vingadores.

Inadvertidamente, os hilários e excêntricos anti-heróis se unem por propósitos individuais, e isso funciona perfeitamente. Rocket (Bradley Cooper), o guaxinim falante, e Groot, a árvore de vocabulário restrito a apenas uma única frase (voz de Vin Diesel), roubam as cenas. Porém, Peter Quill (Chris Pratt), com alcunha de Senhor das Estrelas, não fica atrás com seu carisma, suas piadas e suas citações de filmes e músicas da década de 80 (época na qual foi abduzido da Terra). Drax, o Destruidor (Dave Bautista), se destaca com momentos de drama, ação e humor, e Gamora (Zoe Saldana), filha adotiva do Titã Louco, Thanos,intensifica o romance no longa e também a pancadaria muito bem coreografada.

O planeta Xandar, lar da força espacial da Tropa Nova, é ameaçado por Ronan, o Acusador (Lee Pace), que tem em seu poder uma das Joias do Infinito e rebela-se contra Thanos, juntando-se com Nebulosa (meia-irmã de Gamora) e travando, assim, uma batalha enlouquecida entre sua raça, kree, e os citados xandarianos.

Os easter eggs pulam da telona, com bastantes referências ao universo das HQs, especialmente no “museu” de Taneleer Tivan, o Colecionador(Benicio Del Toro), onde Cosmo, o cão espacial russo com poderes telecinéticos, aparece entre um Chitauri (Os Vingadores – 2012), um Elfo Negro (Thor: O Mundo Sombrio – 2013), o casulo de Adam Warlock e até mesmo Raio Beta Bill. No restante, apenas a cabeça de um Celestial e a cena pós-créditos, que conta com Howard, o Pato (supostamente uma expansão desse novo universo intergaláctico). E não podemos deixar de citar as cenas de THANOS durante o filme. Josh Brolin dá vida (voz e captura de movimentos) ao Titã Louco e expõe o perigo que o vilão representa para o futuro do universo cinematográfico.

Tyler Bates foi muito feliz com as escolhas para a trilha sonora clássica dos anos 80. Os efeitos especiais são incríveis, com direito a cenas de perseguições aéreas (bastantes referências a Star Wars), assim como o design de produção, que se aproxima do universo dos quadrinhos com as cores fortes, tanto das vestimentas das personagens como dos cenários.

James Gunn escreve e dirige o longa mais divertido e diversificado da Marvel Studios. Já confiantes no sucesso de bilheteria, foi anunciada na Comic Con San Diego 2014 a data de lançamento para a continuação, em julho de 2017. Só resta esperar.

Escrito por Guilherme Rincon
Revisado e corrigido por Tarsila Albuquerque
Editado por Gabriel Albuquerque

Black Heart

January 15th, 2015

Black Heart

Capítulo 1

 

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Análise de composição de páginas – Sin City (Frank Miller) e a teoria de Gestalt

January 12th, 2015

Gestalt – termo alemão intraduzível, com um sentido aproximado de figura, orma, aparência. Por volta de 1870, alguns estudiosos alemães começaram a pesquisar a percepção humana, principalmente a visão, atuando no campo da teoria da forma. De acordo com a Gestalt, nós possuímos a capacidade de receber a informação visual de diversas maneiras. não se pode ter conhecimento do “todo” por meio de suas partes, pois o todo é maior que a soma de suas partes, basicamente “A+B” não é simplesmente “(A+B)”, mas sim um terceiro elemento “C”, que possui características próprias”. Um exemplo clássico, é a imagem em que podemos ver ou 2 faces ou 1 cálice.

outros exemplos:

Agora analisaremos a obra Sin City de Frank Miller, com base nas teorias de Gestalt:

Blue Flute

December 21st, 2014

blue flute

 

 

Capítulo Único

7 Igrejas

December 18th, 2014

7 igrejas

 

Capítulo 1

 

Capítulo 2

 

Capítulo 3

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