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Cavaleiros dos Zodíaco (Saint Seya) – Comparação anime/mangá

July 5th, 2015

Para aqueles que como eu, que cresceram na era Manchete, acompanhando séries como Jaspion, Changeman, Sailor Moon e Cavaleiro dos Zodiaco, é meio suspeito falar, pois marcaram nossa infância, e vimos o nascimento do meio otaku aqui no Brasil. Vou fazer uma compilação de toda a série. Começando pelo… inicio…

As diferenças entre os mangás e animes são pequenas, mudando meros detalhes na maioria das vezes. Embora a série clássica não foge dos famosos fillers. Como uma vez um amigo disse, Masami Kurumada possui ótimas idéias, mas conta uma historia muito mal, é cheio de buracos no roteiro alem de uma idéia muito preto no branco sobre o bem e o mal. Citando algumas:

– Os cavaleiros tinham 12 horas para chegarem até o salão do mestre, e o único meio de fazer isso era atravessando as 12 casas. Impossível pular da 1ª para a 3ª sem passar pela 2ª. Mas Cassio chega até a casa de Leão sem passar nem por Aries, nem por Touro, e ainda chega antes de Shun e Shyriu.

– As vezes enquanto um cavaleiro leva 1 hora para chegar até a próxima casa, mas um outro que segue logo atrás consegue chegar nela em menos de 10 minutos. E não se trata de velocidade ou habilidade de um cavaleiro especifico pois esse tipo de coisa acontece o tempo todo com todos os cavaleiros.

– A última casa e a sala do mestre mais parecem que se passaram umas 2 horas.

No entanto, Masami Kurumada embora não saiba conta-la, sabe criar uma boa historia, já que a medida que se vai lendo, vai se apegando e querendo ver o que vai acontecer. Se cria uma estima pelos personagens (menos pelo Seya – um dos personagens mais forçados de todos) a ponto de se ignorar os buracos, que não são poucos. O desenho de Kurumada, é muito ruim. Com o tempo ele melhora, mas a principio, as vezes não se sabe se o que esta no personagem é músculo, ou sujeira do sangue da batalha. Muito ruinzinho de anatomia. Ele costuma explicar o obvio (um dado momento na guerra galática, ele toma uma página inteira para mostrar o telão descendo, e na página seguinte ainda temvarios balões com “olhem, o telão desceu!”)e muitas vezes personagens repetem falas dos outros, de forma que parece que possuem problemas de audição ou de compreenção. Exemplo:

  • Cavaleiro de ouro – Se você entrar nesta casa, você será arremessado contra a parede.
  • Cavaleiro de bronze – O que? Quer dizer que se eu entrar nessa casa vou ser arremessado contra a parede?
  • Cavaleiro de ouro – Sim, acontecerá de você ser arremessado contra a parede.
  • E então o cavaleiro de bronze tenta, é arremessado contra a parede e diz:
  • Cavaleiro de bronze –  Eu fui arremessado contra a parede.

 Elemento que inclusive, se repete muito no anime também.

Entre o anime e mangá, possui boas diferenças, mas nem sempre significativas. A começar pelo design das armaduras, que diga-se de passagem, são muito melhores que no mangá (na minha opinião, as armaduras da 1ª fase são as melhores). Somente depois das 12 casas sofrem poucas alterações. No mangá, os cavaleiros de prata aparecem todos de uma vez só, um seguido do outro, enquanto no anime, aparecem aos poucos, o que gera mais historia de forma a desenvolver melhor a relação entre os cavaleiros de bronze e Atena, já que no mangá, quando foram pra Grécia, ainda a viam como uma mimada, o que dificulta pra engolir os cavaleiros lutando com aquela crença tão forte na Atena/Saori.

No mangá os cavaleiros de ouro são citados logo de cara, Shaka aparece logo que Ikki ganha a sua armadura (diga-se de passagem, mostra muito melhor como ele dominou os cavaleiros negros). Enquanto no anime, uma boa parte do tempo, acreditamos que a armadura de Sargitario era a única armadura de ouro.

No anime temos os fillers entre os cavaleiros de prata, criando alguns até interessantes como o do fogo.

No entanto no mangá explica mais claramente como ocorreu a traição de Saga, enquanto no anime, fica meio vago quem era realmente o Grande Mestre e quando o Saga tomou seu lugar, no mangá isso tudo é claro, embora no momento em que mostra isso, Saga já havia se revelado, perdendo um pouco do clímax, e ainda entra no que eu havia dito de explicar o obvio, já que aconteceu bem depois de se rebelar. As outras sagas são mais fieis entre o anime e mangá, e o desenho de Kurumada melhora também. Outro filler no anime, é a saga de Asgard, em que os cavaleiros de Asgard se mostram oponentes mais valiosos que os Marinas de Poseidon. E o cavaleirod e  Touro foi humilhado no anime, ao contrário do mangá.

Então temos Lost Canvas e Next Dmension. O Next Dimensio é feito pelo Masami Kurumada, portanto os mesmos problemas narrativos da série original prevalecem, e ainda pra complicar, tem a viagem no tempo. Já Lost Canvas, é um mangá que embora tem o auxilio de Kurumada, foi desenvolvido por Shiori Teshirogi. Tendo uma narrativa mais fluida, sem furos e os cavaleiros de ouro todos são melhor representados sob sua posição. Onde na saga clássica, alguns até nos leva a perguntar de como ele conseguiu virar Cavaleiro de Ouro. Todos tem uma participação muito ativa na guerra santa, e personalidades bem trabalhadas. Dificilmente um cavaleiro da saga antiga ficou melhor trabalhado em relação aos de Lost Canvas. Os design das armaduras são um pouco inferiores à série clássica, mas não fica muito atrás. Sinto um pouco da falta de uma hierarquia entre os espectros. Temos os 3 juizes mas só isso. Na maioria, os Cavaleiros de Prata e Bronze não são capazes de vencer nenhum espectro, enquanto 1 Cavaleiro de Ouro vence 3 a 4 de uma vez só. Mas sem essa hierarquia, quando um Cavaleiro de Ouro perde, fica difícil de saber se foi convincente ou não, pois enquantos um vence um dos juízes sozinho sacrificando a própria vida, outro perde para um espectro qualquer, que nem sempre se mostra ter grande poder.

Temos também o Episodio G, em que mostra como foi para Aioria, ser o irmão de um traidor. A principio sendo rebelde (mas nem tanto convenhamos), e o seu processo de amadurecimento. As armaduras possuem um design mais “Armadura” mesmo, tendo várias placas sobrepostas e com muito detalhe. Um traço muito feminimo pro tipo de mangá, e todos os quadros são extremamente detalhados, com desenhos que poderiam tirar o fôlego, se não fosse o fato de terem 3 a 4 em uma única pagina, se tornando uma poluição visual. Deviam aproveitar as vezes o fundo brando dos quadros. Certos quadros são extremamente confusos. A historia demora a se desenrolar, ficam muito tempo filosofando sobre os aspectos do cosmo. Mesmo que queiram explicar pros novos leitores, o mangá de Kurumada era mais dinâmico. O que faz o Episodio G por vezes se tornar entediante.

Por ultimo, temos Omega. Pode-se dizer que CDZ Omega está para CDZ Santuário assim como Superman Returns está para Superman O Filme de Richard Donner. É quase um Remake, tudo que acontece na série original acontece de novo, a batalha Dragão VS Pégasos, Dragão VS Perseu, a batalha das 12 casas, a traição no santuário, ate o nome dos vilões principais, o Grande Mestre da série clássica, era chamado de Ares (até descobrirem que era o Saga), o vilão de CDZ Omega, é chamado de Marte, e Marte é o nome romano de Ares.No entanto com alterações no resultado. Porem na batalha das 12 casas, se torna muito forçado. Basicamente, quando aparece um novo inimigo, tem que se mostrar tão poderoso, a ponto de humilhar um inimigo anterior muito poderoso. Como se os 5 cavaleiros de bronze juntos, mal dão conta de vencer um Cavaleiro de Ouro sozinho, ai chega um inimigo que derrota os 12 Cavaleiros sozinhos mas perde para um único Cavaleiro de Bronze.
Na série clássica, o único cavaleiro que realmente foi derrotado foi Mascara da Morte de Cancer. Shyriu se sacrificou para vencer Shura de Capricórnio, Hyoga morre para vencer Camus de Aquário, e Shun leva Afrodite de Peixes junto com ele. Os outros cavaleiros (menos Saga que se mata), deixam os de bronze passarem. Em Omega, todos os 5 chegam vivos e inteiros (as armaduras mal sofrem arranhões) na casa de Peixes, e ainda enfrentam 4 inimigos que teoricamente seriam capazes de enfrentar os 12 Cavaleiros de Ouro.

O design das armaduras são fracos, parecem panos as vezes. O traço é bacana.Em Omega mostra que mesmo os Cavaleiros podem subir de posto (também mostrado em Next Dimension, onde Dohko e Shion eram cavaleirosd e bronze promovidos para Cavaleiros de Ouro). Mas se Seya virou o novo cavaleiro de Sargitário, por que Hyoga, Shyriu, Shun e Ikki não foram promovidos? Nem Shiryu e Hyoga que já usaram as armaduras de seus mestres antes? E não se trata do fato de não poderem usar cosmo por causa do meteorito, pois mesmo nas recordações, eles eram Cavaleiros de Bronze.
Omega copia muita coisa de outros animes, mas nem sempre de forma convincente, parece que pensaram: “faz sucesso, vamos copiar pra cá”. Temos os cosmos elementais, Não acrescenta em nada, mas se um Cavaleiro do elemento fogo tem desvantagem contra o elemento água, e se o Cavaleiro de fogo foi um de prata e o da água um de bronze? Onde fica a questão dos cosmos elementais se as vantagens e desvantagens dos elementos é deixado de lado em certos momentos? Seria legal tentar encaixar os cavaleiros de Ouro nos cosmos elementais, mas nenhum deles uso deste artifício. Ainda temos os ninjas, no melhor (ou não) estilo Naruto. Mas em Naruto o poder dos jutsus vem do Shacra, e em CDZ Omega, de onde vem já que independe do cosmo?
Cavaleiros dos Zodiaco, foi um desenho que marcou época, e ainda consegue ter uma legião de fãs, merecidamente, mesmo com seus altos e baixos.

O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA: A AMEAÇA DE ELECTRO – CRÍTICA

May 14th, 2015

A história de Richard Parker terminou! Não é erro de formatação, é assim mesmo que a crítica começa. A “enrolação” do segredos dos pais de Peter terminou e não interferiu em praticamente nada desse novo universo cinematográfico do aracnídeo. Diferente dos quadrinhos, onde eram agentes da SHIELD.

Muito superior ao primeiro longa, “O Espetacular Homem-Aranha: A Ameaça de Electro” contém um clima mais sólido e focado no desenvolvimento de suas personagens. Embora algumas falhas no roteiro ainda permanecem. O relacionamento de Gwen (Emma Stone) e Parker (Andrew Garfield) foi muito bem trabalhado assim como o de Peter e Harry Osbsorn (Dane DeHaan) que fez muita falta no primeiro filme e conseguiu impressionar com seu verdadeiro Duende Verde (não há vestimentas, ele se transforma em uma anomalia).

Felicia Hardy também dá as caras como secretária de Harry porém pouco e logo depois some das telas igual o Dr.Rajit Ratha, indiano e chefe de Curt Connors no primeiro longa, o qual não retorna e nem se menciona após o acidente na Ponte Williamsburg. Max Dillon (Jamie Fox) atuou muito bem sendo um super carente que se transformou na versão ultimate do vilão Electro e teve motivos fortes para odiar o cabeça de teia. Já Rino (Paul Giamatti) foi introduzido no início e voltou no término com armadura completa e mais aceitavel que o uniforme das HQs mas não apresentando uma ameaça em potencial para o herói.

Ao contrário do original, há bastante cenas de ação na continuação e não só o Aranha sarcástico e “bullying” de inimigos nos quadrinhos está bem presente no longa como o uniforme também está fiel (até com os olhos iconicos) e as posições clássicas em seus balanços pelos arranha-céus de Nova York. A batalha final contém tensão envolvendo a morte de um ente-querido do aracnídeo (o qual não vamos mencionar mas o fãs sabem muito bem quem é) e a trilha sonora de Hans Zimmer ajuda a criar esse ambiente e nos envolver na cena.

Em geral, o filme saiu superior ao anterior mantendo-se focado nas personagens e clima desenvolvido dando gancho para mais Duende Verde e possivelmente mais vilões para a continuação, mas muitas perguntas continuam não respondidas como: Por quê o sexteto sinistro está sendo criado? Qual será sua formação? Mary jane entrará na vida de Peter Parker? Felicia Hardy voltará como a vilã Gata Negra? Bem, nem o diretor Marc Webb sabe as respostas dessas perguntas, o q nos resta apenas esperar o futuro do cabeça de teia nas telonas.

Escrito por Guilherme Rincon
Corrigido e revisado por Tarsila Albuquerque
Editado por Gabriel Albuquerque

Top 10 confrontos do Universo Cinematográfico Marvel

May 11th, 2015

Chegando ao fim da 2ª fase do UCM, resolvemos listar os melhores confrontos (lutas mais 1×1) que tivemos até agora no UCM. O tópico poderá conter SPOILERS pra quem não viu os filmes

10 – Hulk vs Thor (Vingadores1)
Após Loki ser voluntariamente preso, ele joga os Vingadores uns contra os outros. E nisso temos o Hulk descontrolado em um confronto com o Thor. Contem um dos momentos mais motherfocker do filme que é a martelada do Thor no Hulk. Um dos confrontos mais famosos dos quadrinhos. Porem a luta foi pequena e pessoalmente esperava mais dela.
Thor vs hulk

9 – Thor vs Kurse (Thor o mundo sombrio)
Um dos poderosos inimigos de Thor dá as caras nesse filme, Kurse. E nos proporciona uma boa luta com o deus do trovão. Porém também acaba sendo uma luta pequena.
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8 – Homem de Ferro vs Chicote Negro – confronto na pista de corrida (Homem de Ferro 2)
Chicote Negro invade a pista derrubando os carros, inclusive o do Tony. Tivemos mais um no final do filme, onde o Chicote estava mais poderoso (uma esp´´ecia de união de personagens, Chicote Negro com Dínamo Escarlate), porém vamos escolher apenas um para variar um pouco e o primeiro confronto foi mais emocionante.
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7 – Thor vs Homem de Ferro (Vingadores 1)
Os heróis acabaram de se conhecer, e o que eles fazem, apertam as mãos? Pra que lê os quadrinhos já sabe que não. Que saem na porrada.
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6 – Thor vs Malekith (Thor mundo sombrio)
Malekith com o poder da gema da destruição (Hether) contra o Thor, em uma luta onde ficam viajando entre os diversos mundos incluindo Londres aqui na Terra enquanto Thor tentava fazer seu martelo voltar pras suas mãos. Foi uma luta interessante onde podemos ver o nível de poder de Thor.
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5 – Demolidor vs Rei do Crime (Demolidor série)
Matt Murdock passa a primeira temporada inteira tentando levar o Rei do Crime pra cadeia. No final da temporada, consegue provas o suficiente pra isso, mas Fisk não ia pra cadeia de boa vontade não né. Não sem uma boa luta.
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4 – Capitão América vs Batroc (Capitão América Soldado Invernal)
Logo no início do filme, onde Capitão, Viúva Negra e alguns soldados da SHIELD vão atrás de um terrorista, que era nada mais nada menos o Batroc. E que não ia se entregar sem uma boa briga.
Capitao vs salteador

3 – Capitão América vs Soldado Invernal-aeroporta aviões (Capitão América Soldado Invernal)
Temos 2 confrontos, e ambos são muito bons. Mas vamos escolher apenas um, portanto a 2ª luta. É difícil de escolher, mas fazer o que né.
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2 – Hulk vs Abominável (Incrivel Hulk)
Um dos maiores inimigos do Hulk, um dos poucos (que nem é tão pouco assim convenhamos) que pode confrontar Hulk em pé de igualdade no quesito força física. Aparece no final deste filme nos proporcionando um bom confronto para fecha-lo com chave de ouro.
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1 – Hulk vs Hulkbuster (Vingadores a era de Ultron)
Simplesmente um dos confrontos mais aguardados deste último filme que saiu recentemente. Hulk selvagem por ter sua mente mexida pela Feiticeira Escarlate lutando contra o Homem de Ferro trajando a “Verônica”. Nunca mais olharei para uma Verônica com os mesmos olhos.
HUlk vs Hulkbuster

Postado por Felipe Utsch

X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO CRÍTICA

February 23rd, 2015

Bryan Singer está de volta à direção na continuação de X-Men: Primeira Classe (2011) unindo as duas gerações de mutantes dos cinemas (primeira trilogia e a atual). O filme utiliza viagem no tempo para desdar os erros de cronologia durante a saga, assim estabelecendo um novo e firme universo cinematográfico, usando como base o arco de quadrinhos (Dias de um Futuro Esquecido) de Chris Claremont e John Byrne.

O longa inicia-se num futuro distópico no qual os robôs conhecidos comoSentinelas estão exterminando os mutantes e oprimindo os humanos que abrigam os genes que levam à mutação.

O diretor retoma a abertura clássica dos dois primeiros filmes com a trilha de John Ottman. Singer desenvolve muito bem o ambiente setentista e insere os mutantes em acontecimentos históricos; neste caso, o assassinato do presidente John F. Kennedy e o fim da Guerra do Vietnã. O jovem Charles Xavier (James McAvoy) e o jovem Magneto (Michael Fassbender) têm um relacionamento fantástico como no longa anterior, mas quem rouba a cena é Mercúrio (Evan Peters) com uma cena espetacular em câmera lenta, na qual o mesmo demonstra sua velocidade. Digna da invasão de Noturno à Casa Branca (X2 – 2003).

As cenas de ação foram bem elaboradas, transparecendo a interatividade da equipe formada por Apache, Bishop, Mancha Solar, Blink (manipulando os portais de maneira grandiosa), Colossus (saindo na mão com os Sentinelas do futuro), Homem de Gelo (pela primeira vez esquiando em seu tobogã glacial) e Tempestade (Halle Berry — com pouco tempo em cena). Fera (Nicholas Hoult) apresenta uma aparência mais fiel às HQs, diferente do anterior, e Mística está mais habilidosa durante as lutas e mais presente na trama.

Para quem apreciou Magneto levantando um submarino no original, prepare-se para o levantamento de um estádio de futebol na sequência. Não podemos esquecer também a bela atuação da dupla Patrick Stewart (Xavier) e Ian McKellen (Magneto). Até o jovem William Stryker dá as caras.

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido vem a ser o melhor filme da série, mas ainda contém furos no roteiro. Para quem não se lembra do final de Wolverine: Imortal (2013), o mutante perde as garras de adamantium e retorna às de osso, e logo no início do longa reaparece com as mesmas de adamantium novamente sem nenhuma explicação. O mesmo para o corpo de Xavier, que foi obliterado em X-Men: O Confronto Final (2006), e, de acordo com a cena pós-créditos do mesmo, sua consciência foi transferida para o corpo de um paciente de Moira MacTaggert em estado terminal. Contudo, o resultado final é satisfatório por não ser um filme à la “Wolverine e seus amigos”, oferecendo espaço para todas as personagens e desfazendo o universo pré-estabelecido, criando uma nova realidade onde os mutantes encontram-se juntos, incluindo Jean Grey (Famke Janssen) e Ciclope (James Marsden). Agora é aguardar a continuação X-Men: Apocalipse, prevista para 2016.

Escrito por Guilherme Rincón
Revisado e corrigido por Tarsila Albuquerque
Editado por Gabriel Albuquerque

Machado de Assis – Memórias póstumas de Brás Cubas

February 12th, 2015

A modernidade constitui um espaço fértil para a produção, circulação e recepção da arte sequencial tendo em vista a perda da capacidade simbólica dos indivíduos e a ascensão dos textos curtos?

A modernidade, a grosso modo, seria a inauguração de um novo paradigma, o qual estaria em oposição ao paradigma medieval. À modernidade seria atribuída a Revolução Industrial e o desenvolvimento do Capitalismo. A partir desses momentos históricos poderíamos imediatamente avançar para a sociedade capitalista tal qual a conhecemos: o centro e o interior ou o centro e o campo… Detemo-nos no centro: lugar dos shoppings centers, das escolas, dos supermercados, dos outdoors, das vitrines, dos bancos. Resumindo: o lugar das imagens e das aparências. Aqui já faço um primeiro parênteses: enquanto no campo seria exigido um enorme labor para se tomar leite, no supermercado a caixinha de leite – com a ilustração de uma vaquinha em preto e branco – estaria em alguma pilha, monte, no corredor. Insisto: as imagens, na modernidade, estariam tomando o lugar da “coisa” e não somente isso todas as coisas precisariam ter, na modernidade, uma imagem correspondente para existirem. Quando não existe distância entre imagem e “coisa” se perde a própria distância entre real e virtual. Aqui faço um segundo parênteses: lembremo-nos das redes sociais. O hiato da imagem e do real seria o lugar ocupado pelo simbólico, pelo imaginário. Se se tem a imagem do real para quê o símbolo? Porém, existe uma imagem capaz de captar todo o real ou ser o real? Até mesmo em uma fotografia teríamos o enquadramento, a perspectiva, ou seja, o fragmento. Parece ser uma pretensão da modernidade a captura de toda a realidade, de toda a verdade, de reduzi-la aos sentidos para entendê-la, e com isso a dimensão do simbólico – lugar do ininteligível, daquilo que escapa a lógica – seria repudiada como “não verdadeira”, “mentira”. Não fica difícil, logo, prever o que acontece: as imagens, na modernidade, se tornariam sinônimo de objetividade, clareza e certeza. Também seriam repudiados textos longos, sintaxes cumpridas porque estes não seriam tão claros ou objetivos: no Japão, por exemplo, os breves romances de celulares são atualmente os mais lidos. A graphic novel Memórias Póstumas de Brás Cubas – concebida a partir de sequência de imagens e fragmentos de frases do original – seria outro exemplo de gênero moderno consoante à objetividade e clareza desse paradigma.
Em Memórias Póstumas de Brás Cubas – obra realista cujos traços modernos transgrediriam o romantismo, sobretudo, pelo caráter de “menipéia” – percebemos um narrador-deus – correspondente à imagem na graphic novel – todavia, sem este ser onisciente. A divindade desse narrador estaria no estilo narrativo de cima que tudo observa e comenta, sem escrúpulos. A condição de “espírito” de “defunto-autor” também seria análoga ao Deus cristão “morto-vivo”. Além disso, Memórias Póstumas se constituiria uma obra tão realista, portanto moderna, quanto filosófica no que tange o questionamento acerca das imagens. Nesse interim, seria preciso lembrar as mudanças que ocorriam na capital Rio de Janeiro devido os laços da colônia com Portugal: o litoral, sobretudo o Rio, se modernizava. A reflexão do autor ainda é atual: o que é o homem sem as imagens que ele faz de si para si e para os outros e a imagem que ele faz dos outros para si? O homem sem imagem alguma seria um defunto? A imagem ao mesmo tempo combatida seria valorizada em uma relação semelhante ao que acontece com o símbolo: amado e odiado. O símbolo amado por ser uma “ponte” e odiado por ser uma “ponte” e não a “coisa” e a imagem amada por tentar ser a “coisa”, tentativa de alguma certeza, e odiada por se tratar de tentativa. Ainda é cedo para dizer o quanto somos uma cultura da imagem, mas talvez não seja cedo para dizer que somos cada vez menos uma cultura do símbolo, o que isso nos torna? Espero que não nos torne defuntos. Com essa breve elucubração, encerro com a justificativa por ter acordado tal tema: a arte sequencial encontrou terreno fértil na modernidade, talvez um produto da modernidade, e nos diga muito do que somos atualmente. Ler quadrinhos, se aproximar da arte sequencial, não pode ser visto de forma preconceituosa sob pena de estar negando a própria conjuntura da época moderna. 

Por: Paula Santos

O QUE ACONTECEU EM HOMEM DE FERRO 3?

February 2nd, 2015

Há um ano, a ansiedade tomava conta dos fãs para a conclusão da trilogia do Vingador Dourado contando com a presença do vilão de alto escalão do herói, o MANDARIM, e seus Dez Anéis Mágicos. Ben Kingsley dominou o papel ameaçador do líder da organização terrorista dos Dez Anéis (citada no primeiro filme). A divulgação dos trailers com tons sombrios e densos mostrava que algo grande estava por vir. Seria a queda de Tony Stark, como o Homem-Morcego em O Cavaleiro das Trevas Ressurge? Seria o final épico para o nosso herói? A ciência contra a magia estaria à tona? O melhor filme do estúdio estava por vir… mas infelizmente deu-se o contrário.

No primeiro longa da fase 2, Tony Stark está traumatizado pelos eventos deOs Vingadores (saiba mais sobre o grupo em http://komixbrasil.blogspot.com.br/2012/06/os-vingadores-esse-ano-mais.html), não conseguindo dormir e construindo cada vez mais armaduras para se sentir seguro. Stark cria uma tecnologia (a qual não foi explicada, um dos muitos furos do enredo) que controla as peças de seu traje através da mente, com a ajuda de propulsores em cada uma que vão moldando-se no corpo do herói, um avanço da Mark V (a maleta do segundo filme). O arcoExtremis (veja crítica em http://komixbrasil.blogspot.com.br/2013/04/critica-homem-de-ferro-extremis.html) é desenvolvido no filme, porém muito mal aproveitado. Nas HQs, a Extremis é um composto biológico aprimorado que foi roubado e injetado no terrorista Mallen, alterando a biologia do mesmo, que, assim, adquire superforça, fator de cura bem avançado, velocidade, e, em seu caso, a habilidade de projetar fogo e raios. Após uma batalha sangrenta, Tony sai gravemente ferido e decide injetar o composto em si mesmo, contudo alterado para agir de forma diferente em seu corpo. Após a injeção da Extremis, Stark pôde interagir com qualquer tecnologia. Aldrich Killian não tem muito destaque na saga, mas no filme é colocado como vilão principal e criador da organização IMA (Ideias Mecânicas Avançadas), que, nos quadrinhos, surgiu na 2ª Guerra Mundial pelas mãos do Barão von Strucker com finalidade de desenvolver armamentos para a HIDRA e que, mais tarde, desligou-se por motivos de divergências políticas.

Aos 40 minutos de duração, Stark ameaça o Mandarim em rede nacional e, em seguida, os Dez Anéis atacam a mansão em Malibu (sequência de ação muito bem desenvolvida com tom de tensão e grandes efeitos especiais), finalizando-se com Tony escapando ferido e abalado em sua armadura. Até aí, tudo bem, as mudanças estavam adequadas para o roteiro. Era o filme que nós, fãs, esperávamos. Após o ocorrido citado acima, nosso herói encontra um menino (10-12 anos) com uma mente espetacular; além de discutir sobre tecnologia e física em geral como um profissional da área, ele também ajuda a “curar” o estresse pós-traumático de Stark causado pelosaliens em Os Vingadores. GRANDE PSICÓLOGO.

As coisas pioram quando JARVIS encontra a localização do Mandarim em MIAMI, e Tony vai atrás. A grande “trollada” do universo cinematográfico Marvel. TREVOR SLATTERY É O SUPOSTO MANDARIM. MAS QUEM É TREVOR SLATTERY? É apenas um ator contratado por Killian para se passar por terrorista e cobrir os danos causados pela IMA. Nesse momento, pensei comigo mesmo: “Deve ser um sósia do Mandarim. Um terrorista não seria alvo fácil assim, uma vez que é caçado por todos. Eles não podem ter feito isso!” Mas com o passar do filme, as piadas não pararam, o clímax se perdeu e o Mandarim deixou de existir. Na verdade, na batalha final, Stark ordena a JARVIS que libere todas as armaduras do Homem de Ferro escondidas no subsolo da mansão destruída e faça-as voarem até ele e Rhodes para combater um exército de soldados Extremis. Após Pepper Potts (sequestrada por Killian, que foi um interesse amoroso no passado) aparentemente cair para a morte, Tony furioso luta com Aldrich alterado pela Extremis num rodízio de armaduras durante a batalha. Potts sobrevive à queda (graças à Extremis) e surge para matar Killian, que alega ser o VERDADEIRO MANDARIM, pois foi o responsável por todos os atentados terroristas no decorrer do longa.

Como se não pudesse ficar pior, Stark em seguida manda JARVIS acionar a autodestruição das armaduras do Homem de Ferro para dedicar mais tempo a Pepper, e Slattery é preso. Além do mais, médicos retiram a Extremis de Potts e os estilhaços no peito de Tony. COMO E POR QUÊ? Se era tão simples retirar os estilhaços próximos ao coração de Stark, por que o mesmo não o fez no primeiro filme ao sair da caverna?

Por que não injetou a Extremis para derrotar facilmente Aldrich Killian, como nas HQs, e se recuperar dos danos causados pelos estilhaços?

Por que Pepper Potts não foi salva por uma das 40 armaduras que estavam circulando em combate? Por que as armaduras escondidas no subsolo da mansão de Stark não foram chamadas para combate durante o ataque à própria?

Por que o Mandarim não foi utilizado como o vilão principal?

Ben Kingsley atuou maravilhosamente bem como o impetuoso terrorista e também como o falso vilão. Dois personagens completamente diferentes (um amedrontador e um cômico). A magia dos anéis poderia ser utilizada perfeitamente dentro do universo já estabelecido com Thor. Até a própria Extremis como fonte de poder para o vilão seria muito bem-vinda.

Os fãs ficaram decepcionados com o filme, mas ainda assim se tornou a 5ª maior bilheteria na história do cinema, com 1.2 bilhões, graças ao público que não acompanha os quadrinhos, que acharam um bom entretenimento.

Atualmente, como extra no Blu-ray de Thor: O Mundo Sombrio (veja critica em http://komixbrasil.blogspot.com.br/2013/11/thor-o-mundo-sombrio-critica.html), foi liberado um curta (Marvel One-Shot) intitulado All Hail The King, no qual é mostrado o suposto Mandarim (Trevor Slattery) na cadeia sendo interrogado por um integrante dos Dez Anéis, o qual revela que seu chefe “quer seu nome de volta”, implicando a existência de um verdadeiro Mandarim. Resposta ao desapontamento dos fãs com o estúdio. Fizeram a cagada, acharam que íamos engolir, agora se remediam. O próprio diretor deOs Vingadores, Joss Whedon, declarou, após assistir ao terceiro filme da série, que não fazia ideia de como reparar os erros do diretor Shane Black (Homem de Ferro 3) e reintroduzir o personagem em Os Vingadores: A Era de Ultron sem o reator arc no peito do nosso herói e sem as armaduras.

Assisti novamente ao filme, mas realmente não tem outra explicação ou ponto de vista diferenciado. Com todo o potencial para fechar a trilogia com chave de ouro e sair da maldição do terceiro filme (Homem-Aranha 3 e X-Men 3), o roteiro se enrolou antes da metade e foi decaindo, sem reparar os erros antecipadamente e com muito alívio cômico jogado nas telas, até se tornar o pior filme da Marvel Studios. Agora é esperar Homem de Ferro 4 com o VERDADEIRO MANDARIM com seus anéis mágicos como vilão.

Escrito por Guilherme Rincon
Revisado e corrigido por Tarsila Albuquerque
Editado por Gabriel Albuquerque

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